Quinta-Feira, 23 de Outubro de 2014
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  Onde fazer análises de plantas  
  Suplemento Agrícola do Jornal O Estado de São Paulo
Fernanda Yoneya
 
     
 

Laboratórios recebem material vegetal doente e emitem laudos com diagnóstico e sugestão de método de controle.

Para enviar amostras de plantas doentes para análise é preciso manuseá-las adequadamente, para que o material chegue em boas condições ao laboratório. Do bom estado da amostra dependerá a rapidez do resultado. A primeira recomendação é enviar a amostra o mais rápido possível', diz a diretora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fitossanidade, do Instituto Agronômico (IAC), Margarida Fumiko Ito. 'Recomenda-se coletar plantas que apresentem sintomas iniciais e intermediários da doença. Em plantas com sintomas avançados pode haver o desenvolvimento de microrganismos secundários, o que pode mascarar o agente causador da doença.' A embalagem deve ser de papel, para permitir a transpiração do material. O serviço custa R$ 50 por amostra.

A identificação da amostra também é fundamental. No Instituto Biológico (IB), da Secretaria de Agricultura paulista, deve-se informar o nome científico e/ou popular da planta, a data e o local de coleta (sítio, fazenda, chácara, quintal, apartamento, cidade, Estado) e o hospedeiro. 'Informações como sintomas, porcentagem de plantas afetadas, tempo de aparecimento dos sintomas e culturas próximas são essenciais. Não se deve omitir nenhum dado', diz a diretora da Unidade Laboratorial de Referência em Fitossanidade do IB, Eliana Rivas. No IB, o preço do serviço varia de R$ 15 a R$ 40 por amostra.

Eliana diz que os materiais ideais para exame são os que apresentam início de anormalidade. Frutos, flores, folhas, ramos, raízes, bulbos, tubérculos e sementes podem ser enviados. Se não puderem ser enviadas no mesmo dia da coleta, devem ser mantidas em geladeira.

Conforme a responsável pela Clínica Fitopatológica Professor Hiroshi Kimati, da Esalq/USP, Liliane De Diana Teixeira, as plantas devem ser colocadas em sacos ou caixas de papel, acompanhadas de informações como idade da planta, variedade, tipo de irrigação, práticas culturais, descrição dos sintomas, porcentagem da área afetada, etc. 'Não é possível analisar plantas mortas ou em estágio avançado de deterioração.'

Se não for possível enviar plantas inteiras, a dica é cortar porções de todas as partes: ramos (com flores e frutos), caule e raízes. As amostras podem ser entregues pessoalmente ou via correio. O serviço custa R$ 40 por amostra.

USP e Instituto de Botânica identificam espécies vegetais

Ideal é que a amostra contenha flores e frutos e seja desidratada, em papel jornal, antes de ser enviada ao laboratório

Para quem quer identificar uma planta desconhecida, há locais especializados nesse tipo de serviço. A Curadoria do Herbário, do Instituto de Botânica, recebe amostras de plantas e fornece a ficha completa da espécie. Para facilitar o trabalho de identificação é preciso ter cuidado no envio.

O ideal, diz a curadora do herbário do instituto, Maria Cândida Henrique Mamede, é levar pessoalmente a amostra da planta contendo flor e fruto, já seca. Enviar apenas folhas soltas dificulta, e muito, o trabalho no laboratório. “Pedimos que o interessado colete um ramo inteiro, com folhas, flores e fruto”, diz a curadora.

A desidratação da amostra é indicada principalmente para o envio de materiais de locais distantes, pelo correio, e pode ser feita prensando a planta em papel jornal ou papelão. Se a distância até o laboratório for curta, são aceitas amostras de plantas frescas. No Instituto de Botânica, o custo do serviço, por amostra, é de R$ 25, mas varia conforme a quantidade de amostras e se o interessado é pessoa física ou jurídica.

O Instituto de Biociências, da USP, recebe amostras que são analisadas e identificadas no Departamento de Botânica. O material pode ser entregue pessoalmente ou via e-mail, por fotografia. “O ramo coletado deve ter cerca de 30 centímetros e conter folha, flor e fruto”, diz o professor José Rubens Pirani, responsável pelo herbário do departamento. A identificação custa a partir de R$ 20.

A secagem da planta em papel jornal, explica, evita que o material estrague. “No segundo dia após a coleta, o material já começa a apodrecer e já aparecem fungos.”

Serviço
Onde fazer identificação de plantas:
Herbário do Instituto de Botânica, tel. (11) 5073-6300 ramais 264 e 263;
Instituto de Biociências/USP, tel. (11)3091-7595

Onde enviar amostras de plantas para diagnóstico de doenças e pragas
:
Instituto Biológico, tel. (11) 5087-1789;
Clínica Fitopatológica da Esalq/ USP, tel. (19) 3429-4124 ramal 202;
Centro de Fitossanidade do Instituto Agronômico, tel. (19) 3241-5188 ramal 385

 

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